da Redação do Maringay
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Jackeline Aristides é candidata à deputada estadual pelo PSOL, enfermeira formada pela UEL, especialista em Saúde da Família e Saúde Mental. É mestranda em Saúde Coletiva também pela mesma universidade e desde muito jovem já atuava no movimento popular, sendo secretária do conselho local de saúde e vice presidente de bairro. Atuou no centro acadêmico de enfermagem e em Ongs de defesa animal e ambiental.Atualmente preside o diretório do PSOL Londrina, participando ativamente do núcleo feminista do PSOL Londrina e do Núcleo de movimento popular do PSOL.
A candidata disse ao Maringay que é plenamente cabível a luta pela união civil entre pessoas do mesmo sexo. “Temos visto vários presidenciáveis, como é o caso da Marina Silva do PV demonstrando uma postura totalmente preconceituosa e conservadora ao se posicionar contra a união civil entre este grupo. É condenável um casal homossexual não poder desfrutar dos mesmos direitos de família ao manter uma união estável. temos o caso daquele homossexual que não pôde adquirir os mesmos direitos de indenização que tiveram as outras pessoas heterossexuais depois do vôo trágico da TAM. Nosso partido é totalmente favorável à união civil entre pessoas do mesmo sexo e seguiremos nesta luta. O apoio aos movimentos LGBT é imprescindível para que consigamos pleitear uma legislação especifica para o tema. Só a luta popular sem a criminalização poderá conseguir este avanço! Lutaremos juntos.”
Sobre o combate a homofobia, Aristides disse que na cidade de Londrina não há lei especifica para o tema e o Paraná também está muito recuado com relação ao tema. “Junto ao movimento LGBT levaremos esta pauta para a assembléia e para os espaços de discussão política. Precisamos combater quaisquer movimentos contrários e conservadores que atravancam o processo de tramitação da PL 122/2006. E isto se dá também na luta contra os partidos conservadores que pregam a homofobia. Assim como as mulheres, no caso da Lei Maria da Penha, os homossexuais também precisam de uma lei específica para a proteção e segurança, contra quaisquer formas de violência.”
A candidata disse em relação a HIV/AIDS que é enfermeira e sempre se interessou muito pelo tema, já que seu trabalho na área da saúde está plenamente ligado à prevenção e promoção de saúde. “Acredito que a saúde está estritamente ligada ao acesso à moradia, saneamento básico, emprego, lazer, direito à sexualidade, fatores que muitas vezes o grupo GLBTT ainda não dispõe. Acredito que só teremos o controle das dst´s quando tivermos uma política efetiva na atenção básica de prevenção e detecção precoce, quando tivermos acesso à leis contra qualquer tipo de homofobia, garantindo assim a vivência plena da sexualidade. Quando vivemos nossa sexualidade sem restrições, podemos conhecer nosso corpo e assim nos cuidar e procurar assistência quando necessário. Temos que lutar por mais recursos para a prevenção, e isto passa por maior aporte de recursos do estado para a saúde.”
Aristides comentou que uma educação livre de preconceitos passa por uma educação laica, não sexista e não homofóbica. “Só conseguiremos este avanço com uma sociedade mais justa e solidária, ao meu ver o capitalismo traz todo o tipo de discriminação. Combateremos a educação religiosa nas escolas, pois ela traz consigo a supremacia do homem sobre a mulher, bem como a supremacia do heterossexual sobre os homossexuais.”
A respeito do estado laico, a candidata disse que o PSOL foi o único partido a combater o acordo Brasil-Vaticano. “Somos radicalmente contra este acordo pois ele viola os direitos das minorias. Teremos novamente a supremacia do homem heterossexual e a discriminação das outras sexualidades, é um ataque ao país laico. A bancada religiosa tem atacado ferozmente qualquer forma genuína de organização LGBT. Combateremos qualquer forma de violação dos direitos humanos! Defenderemos as minorias religiosas como o camdomblé que são atacadas com este acordo.”
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